Me pergunto: se meu teclado escrevesse sozinho, o que teria a dizer sobre mim? Com certeza ele teria uma análise crítica a fazer, pois conhece cada palavra que já escrevi e isso realmente tem uma importância muito grande. Ele sabe desde aquelas que escrevi pra cada pessoa, até mesmo aquelas que escrevi num bloco de notas qualquer, pra mim mesma, na busca desenfreada de respostas dentro de mim.
Vagando por aí descobri um blog chamado Mentiras Sinceras. Nele achei um texto interessante...parecia que ele estava conversando comigo. Podia muito bem ser o meu teclado escrevendo:
"Do que você tem medo, minha menina? Do escuro ou das trevas, do armário ou dos seus monstros? Não sei de nada, mas queria que me contasse. Não tenho interesses, é só curiosidade de saber o que de não perfeito tem nessa sua imagem ireal, de amigos eternos, tão modernos, atrevidos, de festas e risadas, noites de gargalhadas. E a solidão? Que nada.
Você ainda se esconde, tem medo de não viver tudo que precisa até aparecer o amor da sua vida? Ah minha querida, o amor seria um passo a mais, não um para trás. Tem medo de entregar o coração, e em troca ser tratada pior que cão? Pois saiba só escolher, apesar do dedo podre, se seu interior for puro, porque não alguém incrível não pode aparecer? Você no fundo não consegue deixar de ser! Acredite um pouco mais, brinque um pouco menos com os próprios sentimentos. Não abandone o sonho de menina, ainda que inocente e singelo, era sincero e contente. Pode ainda passar o tempo, amor só rimar com dor, mas ainda vive aí dentro o coração que se quebrou, e qualquer desacreditar ainda é prova de amor.
Sei bem que não quer algo apenas certo, que vale mais o tremer e gritar, fugir do normal, se agitar. Perder o controle e pular a janela, de perna mole e boca seca, correr a caminho da cerca que agora é tão pequena e nada bloqueia. Ser por si, e também por ti.

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