segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tive aula com ele há muitos anos atrás. Acho que eu ainda estava no Ensino Fundamental. É, faz tempo. Mas mesmo após todos esse anos, a notícia de sua morte me abalou muito.
Sempre tive na minha memória uma frase do seriado The Wonder Years que diz "professores não morrem nunca". Talvez por isso tenha demorado tanto pra cair minha ficha sobre o ocorrido.
Quando recebi a notícia, logo associei o nome ao rosto dele. Professor Valmir, de Geografia. Sorridente, do tipo que via sempre o lado bom das coisas. No começo, era inspetor de alunos durante o dia e fazia faculdade à noite. Anos depois, viria a se tornar professor no mesmo colégio. Esforçado, engraçado, amado.
Doze horas depois de ter recebido a notícia, lá estava eu na frente do computador, chorando ao ler sobre sua morte. Assassinado. Assassino desconhecido.
Um tiro levou embora o sorriso e deixou lágrimas em muitos rostos. Os alunos fizeram passeata na manhã seguinte, deram as mãos, choraram juntos.
Professores não morrem nunca, pois permanecem em nossa memória para sempre.

"Só não consigo ver Deus no homem que devora o homem, e por isso acho que ainda tenho muito o que aprender nesses caminhos da vida".


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Puxa vida!
Já faz mais de um ano que não posto nada aqui. Não que minha vida esteja muito corrida e que eu esteja sem tempo. A questão não é essa, não.
Talvez minha ausência se explique pela falta de palavras. Há tanto a dizer e tão poucas formas de colocar isso em palavras.
Começo a lembrar que há um ano atrás estava vivendo um período um tanto quanto atribulado. Faculdade acabando, trabalho de conclusão de curso, mudanças, perdas que batiam à porta. É, não é tão difícil agora explicar o motivo do meu sumiço.
Há um ano atrás eu escrevia para me formar e hoje eu escrevo para viver. De certa forma, escrever sempre me trouxe vida. A diferença é que hoje tenho isso como profissão.
Certa pessoa me disse que estou confundindo muito minha vida com minha profissão. Quando parei para analisar isso, percebi que já não há como fazer uma separação entre as duas coisas. Não sou Jornalista apenas em horário de expediente. Sou Jornalista quando fecho os olhos e durmo e continuo sendo quando os abro ao acordar. E isso me faz feliz, me dá vida.
Vou voltar a escrever aqui, pois sinto falta de me encontrar comigo mesma através deste blog.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O cara certo me olharia de um jeito diferente. Ele leria meus pensamentos, minhas ações, meus olhares. Com o cara certo eu me entenderia de imediato. Nós teríamos uma ligação profunda. Quando um chorasse, o outro sentiria gosto de sal. Um saberia quando o outro não estivesse bem. O cara certo olharia meu sorriso, mas conseguiria ver as lágrimas por trás dele. Ele ligaria apenas para dizer que sentiu saudade. Nós daríamos risada um do outro. Acharíamos graça em tudo, principalmente nas coisas pequenas. Nós compartilharíamos segredos. O cara certo me levaria para ver o pôr-do-sol em plena quarta-feira. Não porque fosse um dia especial, data comemorativa, nada disso. Apenas porque o cara certo olhou para o céu e viu que ele estava se colorindo do jeito que eu tanto gosto, com tons de laranja, rosa e roxo. O cara certo saberia a hora em que eu nasci e me ligaria exatamente naquele momento. O cara certo me levaria para assistir jogo de futebol no estádio. Ele olharia comigo os pássaros voando e me ajudaria a descobrir desenhos nas nuvens. O cara certo me faria rir até a barriga doer. Saberia todos os detalhes de mim. Amaria minha família como se fosse a dele. Teria conhecimento de que são os pequenos detalhes que me encantam. Ele admiraria o amor que eu tenho por gatos. O cara certo faria planos comigo. Faria loucuras comigo e por mim. O cara certo teria Deus em primeiro lugar na vida dele. Ele apoiaria minha profissão, meus sonhos, desejos e anseios. O cara certo ficaria em silêncio ao meu lado quando eu chorasse. Ele me abraçaria e me giraria no ar quando me encontrasse. O cara certo me pediria para casar com ele. Ele me ajudaria a pintar cada cômodo da nossa casa de uma cor e até gostaria da idéia. O cara certo casaria comigo num lindo fim de tarde. Ele me prometeria amor eterno. O cara certo choraria feito criança quando eu contasse que a nossa criança estaria por vir. O cara certo me acharia sempre linda. O cara certo ficaria comigo por toda vida. O cara certo existe?

Me deixe sozinha. Eu não quero mais te ouvir, porque você mente. Eu não quero mais te sentir, porque você me engana. Eu queria poder te ausentar, porque você dói em mim. Você está quebrado, te faltam partes. Você está meio desregulado depois de tanto uso. É a única explicação para os seus atos inconseqüentes. Aceite a verdade. Não quero mais ouvir a sua voz esperançosa. Se cale, se feche, me deixe em paz.



sexta-feira, 18 de julho de 2008

Porque mesmo assim, pensar em você me traz paz. Te ver de longe, sorrindo como sempre, faz meu coração se alegrar. Deitar a cabeça no meu travesseiro e orar por você me faz feliz. Esperar o sonho de Deus se realizar é o meu prazer.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Sempre consigo me encontrar nas palavras de diversos escritores. Por muitas vezes, suas frases conseguem expressar e traduzir aquilo que se passa dentro de mim.
Mas hoje vou voltar ao palco. Encarar a platéia e a luz dos holofotes. É muito fácil ficar atrás das cortinas, se apoiando nas palavras de outras pessoas, mas por mais que elas se aproximem daquilo que eu gostaria de dizer, nunca serão as minhas palavras, a minha voz, o meu coração. E quer saber o que o sujeito que bate aqui do meu lado esquerdo tem a dizer?

Ele ainda ama, apesar de ter sido partido. Sim, e ele ainda pede por você, mesmo não sabendo se será atendido ou não. Ele continua prezando por você, que um dia entrou nele e não saiu mais.
O que mais eu tenho que te fazer pra mostrar tudo isso?

O amor não é mais suficiente?

terça-feira, 3 de junho de 2008

"Eu não sei o que fazer pra lhe mostrar o quanto eu te amo. Eu só tenho palavras. É só isso o que eu tenho".